The Elvis Experience exibe cerca de 600 objetos do rei do rock

Telão na exposicão The Elvis Experience exibe o rei do rock cantando em programa de televisão norte-americano

Foi inaugurada nesta terça-feira (4) a exposição The Elvis Experience, que vai até o dia 5 de novembro no shopping Eldorado, em SP. A mostra conta com cerca de 600 objetos do rei do rock, vindos de Graceland, casa em que o cantor morou e onde esses pertences ficam expostos para visitação. Essa é a primeira vez que a coleção de Elvis sai de lá. E o país escohido foi o Brasil! Olha que honra.

Entre eles, há muitos trajes pessoais e figurinos usados pelo cantor. Realmente vale conferir a exposição, que tem hora marcada para visitações. Os interessados podem escolher entre 10h, 11h e assim por diante, até às 22h. Os grupos de cinquenta pessoas por vez tem horário definido para entrar, mas não para sair. A ideia é legal, já que dessa maneira a exposição não fica lotada e nem fica aquele aglomerado de gente para ver de pertinho os pertences do rei.

Abaixo, separei algumas fotos que fiz ontem:

Espaço dedicado à carreira cinematográfica de Elvis. Em meados dos anos 50, o empresário de Elvis, Coronel Parker, fechou um contrato com a Paramount, em que dizia que o astro deveria cantar em todos os seus filmes. Muitos dos sucessos de Elvis vieram das trilhas sonoras

Área da exposição The Elvis Experience exibe as roupas usadas pelo rei. É demais andar por esse guarda-roupa

Farda usada por Elvis Presley quando ele servia ao exército norte-americano

Detalhe do traje American Eagle, cravejado de pedras preciosas

E olha quem estava lá: the one and only Priscilla Presley ❤

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Le Lis Blanc homenageia Brigitte Bardot

Brigitte Bardot, eterna sex symbol francesa

A nova coleção da Le Lis Blanc homenageou a musa francesa Brigitte Bardot com três opções de camisetas de algodão. Mas detalhe importante: as blusas custam APENAS R$ 299,50, a unidade. Veja os três modelos:

Fellini e seu fetiche por mulheres

Anita Ekberg em uma das cenas mais célebres do filme “A Doce Vida” (1960)

Em muitos de seus filmes, Federico Fellini mostrou o seu gosto por mulheres de formas exuberantes, por vezes até exageradas. Tanto que suas personagens mais notórias são vividas por atrizes como Anita Ekberg, eternizada pela cena da Fontana di Trevi, cartão postal de Roma. Mulher magrinha e sem seios enormes não tem vez com Fellini.

Apesar da minha antiga adoração pelo diretor, foi só ao visitar a exposição gratuita Tutto Fellini, que vai até o dia 16 de setembro no Sesc Pinheiros (SP), que realmente me caiu a ficha dessa fixação que, inclusive, afetava o figurino das produções.

Até para criar as roupas das personagens, Fellini pensava nas formas delas antes de tudo, como mostra um relato dele na exposição:

“No começo de cada um de meus filmes, eu passo grande parte do tempo em minha mesa de trabalho, rabiscando bundas e peitos. É uma maneira de começar o filme, de decifrá-lo por meio de rabiscos. Depois, esses esboços e pequenas notas acabam nas mãos de meus colaboradores –o cenógrafo, o figurinista e maquiador– que os usam como modelos para encaminhar o trabalho deles”.

Piero Gherardi foi um dos grandes colaboradores de Fellini e ganhou duas estatuetas do Oscar pelos figurinos de “A Doce Vida” (1960) e, mais tarde, por “8 ½” (1963). Ressaltando a importância da aparência, Fellini declarou: “eu tendo a reforçar, por meio da maquiagem e do figurino, tudo que pode colocar em evidência a psicologia do personagem”.

Abaixo, separei alguns momentos em que esse fetiche por mulheres impactantes (e bundas e peitos) chega ao limite, ultrapassando os padrões de beleza:

É com essa “donna” que os garotos de “Amarcord” (1973) iniciam suas primeiras aventuras sexuais. Nos filmes de Fellini, são essas mulheres plus size que povoam os mais íntimos e sórdidos desejos sexuais dos homens. Na cena acima, o decote faz toda a diferença, já que o jovem não consegue olhar para outro lugar…

Em “8 ½”, também é uma mulher enorme que desperta o desejo sexual de Guido (Marcelo Mastroianni). É essa mulher com ar de louca, maquiagem exagerada e cabelos que dariam inveja a Amy Winehouse, que representa o desejo reprimido do protagonista

O desejo pelo selvagem e sexo sujo, aquelas coisas que só Freud explica, é tanto que Guido até pede para a sua amante ser um pouco como Saraghina, a mulher por quem teve desejos quando era criança. Em um momento, antes do coito, o protagonista até passa maquiagem na personagem com quem vai se deitar. Em momentos como esse, a maquiagem ultrapassa o uso estético, pois é crucial até para a narrativa e entendimento do filme. Esse não é um uso genial para a maquiagem de cinema? Sim ou com certeza?

25 anos sem John Huston

Jack Nicholson, Kathleen Thurner, Huston e sua única filha, Anjelica, em “A Honra do Poderoso Prizzi” (1985), penúltimo filme da carreira do diretor

Nesta terça (28), a morte de John Huston, um dos grandes diretores de Hollywood, completa 25 anos. O primeiro filme de sua carreira, “The Maltese Falcon”, foi lançado em 1941. Ironicamente, em 1987, no ano de sua morte, Huston lançou o último filme de sua vida, “Os Vivos e os Mortos” (“The Dead”, em inglês). No total, ele dirigiu 48 filmes e atuou em 55.

Considerado um gênio do cinema, Huston transitou com facilidade da Hollywood clássica para a era moderna. Dono de um humor ímpar e inteligente, o pai de Anjelica Huston também dirigiu comédias excelentes, como “A Honra do Poderoso Prizzi” (foto acima).

No entanto, foi com a primeira versão de “Moulin Rouge” (1952), estrelada por Zsa Zsa Gabor, que Huston deixou sua grande colaboração para o figurino de cinema. Com os burlescos trajes do final do século XIX, feitos por Marcel Vertès, o longa ganhou o Oscar de Melhor Figurino Colorido na cerimônia de 1953. Até 1957, a Academia tinha a categoria Melhor Figurino Colorido e Melhor Figurino Preto e Branco. Curioso, né?

Juro que procurei por imagens coloridas em boa qualidade do filme, mas só achei still em preto e branco. Olha só o exuberante figurino:

Figurino de “Moulin Rouge”, dirigido por Huston, foi eternizado por uma estatueta do Oscar em 1953

No vídeo abaixo, é possível assistir aos 11 primeiros minutos de “Moulin Rouge”:


“Moulin Rouge”
Ano: 1952
Direção: John Huston
Figurino: Marcel Vertès

Livro “Acessórios de Moda” é enciclopédia ilustrada essencial de peças complementares

Capa do livro “Acessórios de Moda”

Recentemente, chegou na redação um livro bem interessante para quem gosta de moda. Com mais de 2.700 ilustrações e 400 páginas, a publicação “Acessórios de Moda” (R$ 96, editora GGili) mostra qual é a correta nomenclatura de diversos acessórios, como sapatos, bolsas, chapéus, lenços, joias, relógios, entre outros. Dá para passar horas folheando esse livro. Para vocês entenderem como funciona, tirei algumas fotos dele:

Navegando pelo site da editora, também vi que tem um livro similar sobre roupas. Segundo a descrição, “o livro é uma coleção extensiva de modelos de roupas e tipos de formas e acabamentos representados através de moldes planos e ilustrações de moda”. Se for igual ao de acessórios, também deve ser vital para quem gosta de moda.

Visual de Sacha Baron Cohen é inspirado em ditador da vida real

Qualquer semelhança não é mera coincidência

Estreia nesta sexta-feira (24) o novo longa de Sacha Baron Cohen, conhecido por “Borat” (2006), “Bruno” (2009) e também pelo personagem Ali G. Agora, o ator e comediante se passa pelo ditador Aladeen, um tirano que fará de tudo para que a democracia nunca chegue a Wadiya, país que está sob seu comando.

Em recente entrevista para o jornal Folha de S. Paulo, Cohen diz que o personagem é inspirado em Muammar al-Gaddafi, ex-ditador da Líbia, morto em outubro de 2011. Para o jornal, o criador de Borat disse:

“Terminamos o roteiro antes da Primavera Árabe e, de repente, tudo começou a mudar. Até me ligaram para perguntar se Gaddafi havia lido o roteiro. Quando escrevemos o filme, ele era um sujeito perigoso. Então, fizemos um comunicado dizendo que ‘O Ditador’ era inspirado em Saddam. Não queria acordar com uma bomba na porta (risos). Fiquei aliviado quando Gaddafi foi assassinado.”

Para encarnar esse personagem inspirado em Gaddafi, Sacha Baron Cohen contou com um figurino e tanto criado por Jeffrey Kurland (“A Origem”). Os looks do ator são extravagantes e cheios de exageros, exatamente do jeito que Gaddafi gostava de se apresentar. Claro que o óculos escuro também não poderia ficar de fora.

Roupas extravagantes marcaram o guarda-roupa de Gaddafi

“O Ditador”
Ano: 2012
Direção: Larry Charles
Figurino: Jeffrey Kurland

“Rock of Ages” e os roqueiros das telonas

Tom Cruise na pele do metaleiro Stacee Jaxx

Chega aos cinemas, nesta sexta-feira (24), “Rock of Ages: o Filme”. Estrelado por Tom Cruise, Russell Brand, Alec Baldwin, Catherine Zeta-Jones e outros, o musical se passa nos anos 80 e conta a história de uma garota que, com o sonho de virar cantora, sai do interior de Oklahoma para viver em Hollywood. Divertido, o longa ainda é embalado por uma trilha sonora no melhor estilo rock farofa, repleta de hits dos anos 80, como “Here I Go Again” (Whitesnake); “I Wanna Rock” (Twisted Sister)  e “Rock You Like a Hurricane” (Scorpions).

Para homenagear a estreia roqueira desta semana, fiz uma seleção, de acordo com o gênero musical, de roqueiros das telonas. Escolha o seu perfil e inspire-se no estilo dos personagens:

METAL:

“Rock of Ages: o Filme” (2012): longa conta com figurino repleto dos exageros dos metaleiros dos anos 80

INDIE:

“Scott Pilgrim Contra o Mundo” (2010): adaptação dos quadrinhos para as telonas é estrelada por Michael Cera

ROCK STAR:

“Pior Trabalho do Mundo” (2010): Russell Brand vive um rockstar britânico neste longa de Nichollas Stoller

PÓS-PUNK:

“Control” (2007): cinebiografia de Ian Curtis, vocal do Joy Division, estrelada por Sam Riley

FOLK:

“Não Estou Lá” (2007): filme inspirado na vida do cantor e compositor norte-americano Bob Dylan

COUNTRY:

“Johnny & June” (2005): cinebiografia do cantor de música country Johnny Cash é estrelada por Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon

GRUNGE:

“Últimos Dias” (2005): filme mostra como teriam sido os últimos dias de Kurt Cobain, vocalista do Nirvana morto em 1994

HARD ROCK:

“Escola do Rock” (2003): comédia dirigida por Richard Linklater mostra a história de um professor de música nada convencional (e com estilo super inspirado em Angus Young, guitarrista do AC/DC)

HIPPIE-WOODSTOCK:

“Quase Famosos” (2000): filme de Cameron Crowe mostra como é a rotina nada comum de uma famosa banda dos anos 70

ROCK CLÁSSICO:

“The Doors” (1991): cinebiografia do cantor Jim Morrison, vocal do The Doors, estrelada por Val Kilmer

MOD:

“Quadrophenia” (1979): filme baseado no álbum homônimo do The Who retrata o movimento mod, do começo dos anos 60

PUNK:

“Sid e Nancy” (1986): cinebiografia de Sid Vicious, controverso baixista do Sex Pistols

ROCKABILLY:

“Prisioneiro do Rock” (1957): terceiro filme da carreira de Elvis ainda mostra vestígios do estilo rockabilly do cantor

“Rock of Ages: o Filme”
Ano: 2012
Direção: Adam Shankman
Figurino: Rita Ryack